sexta-feira, junho 30, 2006

time of your life

Apesar de saber disso, eu às vezes me esqueço dessa regra: sou dono da minha vida, e não preciso fazer tudo para agradar a todos. Mais um dia normal, se é que isso existe. Pessoas ao meu redor sendo elas mesmo, e eu achando um pouco de mim em todas. Boas noticias vieram em tempos nebulosos, e preciso delas cada dia mais. Ser um elo forte em uma corrente frágil tem seu peso, e talvez eu não seja esse elo. Sempre quis ser o suporte, não o suportado. E para isso é preciso ouvir e entender todos, e se possivel aconselhar, guiar. Tarefa impossivel com humanos normais, e eu insisto em tentar.
Assim eu fui vivendo mais um dia que não se viverá mais. Fim do dia util, e eu normalmente eu me sentiria destruido, após toda essa luta para manter um equilibrio que não é desejado por ninguém. Mas hoje não, nada de se sentir miserável, nada de pensar sobre como eu fui hoje e como eu serei amanhã. Nada de esperar que algo aconteça, que alguém se lembre de mim. Não foi nada demais, mas valeu como se fosse. Descansar a cabeça, ouvir e falar bobagens com quem não tá ali para ser agradado nem agradar.
Foi tão perfeito, tão certo que nada mais parecia existir. Foi a folga certa, nem eu acredito que valeu tanto.
Lição aprendida (uma daquelas expressões que professores ou pais dizem quando algo deu errado e você não tem mais idade para ir pro castigo): Tempo!!!! Se eu não parar de vez em quando, eu caio morto. E não vou dar esse prazer ao destino, que prepara cada dia mais surpresas para me fazer perceber o óbvio: o mundo não pára se eu parar.

quarta-feira, junho 28, 2006

He's back!!! The suicidal maniac!!!!!

Seguindo a idéia de uma amiga, resolvi voltar, e espero que o faça mais vezes. Não pensem que não aconteceu nada nesse tempo todo. Viagens, avanços no trabalho, retocessos no amor, novo computador, monitor velho...
As coisas acontecem e prioridades são revistas, às vezes para o mal. Tentarei me reformular e seguir contando a realidade pela minha visão, que pode não ser a certa, mas é a unica que eu tenho.
Vejo por exemplo o dia de hoje, em que lembrei que este espaço existia, e nas coisas que aconteceram antes e depois disto.
Antes, sigo no êxtase imposto pela situação, em que um ser que insiste em sair da minha vida ainda flutua sobre a sua condição, como se quisesse me dizer "acabou, você sabe, nunca começou, e eu te dou esses minutos restantes para apreciar a frivolidade da vida." Eu aprecio, tendo vontade de congelar tudo com está agora, mesmo que seja forçado e inutil.
Mas nem tudo se faz ruim, e encontro novos e velhos companheiros nessa guerra mortal e inclemente chamada de dia-a-dia, e encontro forças neles para sair da segurança da minha trincheira e ser alvejado pelos tiros disparados pela metralhadora do que chama cotidiano, esse nem sempre atirando na mesma direção, mas sempre fazendo de mim uma vitima.
Após a iluminação, quando a luz nas sombras me apontou um barranco onde eu pudese me atirar, eu fiquei maquinando a minha escrita, o que diria aos bytes ao chegar em casa ("queridos, cheguei!!!!"), e fui observando os componentes do meu mundo, alguns deles ocupados em satisfazer as exigências do sistema SEGA que os cerca, outros brigando com estes, por duvidarem de seus métodos. Batalhar contra um modo de se fazer as coisas pode ser produtivo, quando se luta pelo que é certo. Caso contrário, este se vira contra você e o resultado depende da forma como se revida o ataque. Eu creio que fazendo o bem, que mal tem?

Agora estou aqui, neste gigantesco (2 quartos) apartamento sozinho, não por querer, mas porque os que estariam aqui também optaram por fugir do clima que insiste em nos trazer de volta à era glacial. Pois então me sentei na frente desse monte de areia transformada em circuitos, com um cobertor nas pernas, para escrever (e lá se escreve com teclas? se digita rapaiz!) um post. Mais um post, masi um dia, mais vida que se espalha pelo mundo.