quinta-feira, novembro 15, 2007

When my pain is my pain and yours is too...

Odeio sentir o que os outros sentem. Sofro desse mal, o de poder emular como as pessoas pensam, e junto a isso, eu também sofro o que elas sofrem. Sim, apenas daqueles que estão próximos de mim e a quem eu aprecio (lá eu vou ficar dando bola pra quem eu odeio?) Observo suas atitudes e declarações, e dito e feito, não demora muito pra mim entender que um olhar, uma frase, ou mesmo a ausência disso, podem significar mais que parece. Me engano sim, penso algo, digo e no fim não era aquilo. Às vezes porque não "li" direito a pessoa, outra vezes porque li demais, e ela não quer aceita tamanha exposição de sua própria alma assim, a publico. Mas é ruim demais ver alguém sofrendo e você entender perfeitamente porque ela sofre, e não poder fazer muito por ela. Mas um dia eu faço, ha faço!

Dia desses em duas frases ditas numa chat on line eu entendi mais do que uma conversa de horas sobre uma pessoa. Queria poder ter dito a ela o que eu queria, o que certamente faria a essa pessoa um bem que ela precisaria, mas... apenas vou dizer que faltou oportunidade.

Um dia eu digo o que eu sei sobre as pessoas, e elas provavelmente se surpreenderão, espero que para o bem...

Feriados me fazem ficar azul (?)

Hoje é feriado. Um dia feito para que as pessoas louvem um fato político ou religioso. Mas desde os anos 70 que nada mais é louvado nesse mundo, ninguém mais quer ficar um dia intenro pensando em somente algum fato. Hoje é o dia da proclamação da república, um dia que deveria nos despertar os sentimentos mais patrióticos, mas isso foi morto pela ditadura. Aquela época fez com que ser a favor do Brasil é ser a favor do mal, do errado. Pena, isso nos diminuiu como nação e como povo. Religião, hoje, cada um tem a sua, e eu vejo só o povo menos instruido realmente se mobilizar nos feriados religiosos. O resto do povo só quer saber mesmo de descansar do trabalho, luta para que, quando um feriado cai na quinta, para que seja feito "ponte". Eu pessoalmente durmo até o meio dia nos feriados, mas preferia uma folga do trabalho. Resumindo, preferia não trabalhar quando todos trabalham!
Meu pai contava que nos feriados religiosos, ninguém fazia nada que fosse fora da ocasião, as rádios só tocavam musicas sacras, e na quaresma, os pais não podiam bater nas crianças, e era ai que a criançada aloprava! tb no domingo de páscoa, o cinto corria solto!
Talvez devamos olhar mais para nós mesmos e pensar se um feriado serve como descanso do trabalho ou para uma reflexão de nossas atitudes e sobre a nossa sociedade.
Hoje em dia feriado só serve pra que os meus vizinhos da rua de trás toquem pagode e façam um churrasco embaixo da minha janela...

segunda-feira, outubro 15, 2007

Disclamer

Deixo aqui um aviso a todos os que lêem este blog (contei 2 até agora): Esse blog não é um diário, eu não criei ele para deixar minhas impressões sobre o dia a dia, a noite a noite, wheatever. Pra mim, este blog tem a função de ser um depositório de idéias, minhas claro. Aqui eu deixo vazar uma parte mais lírica (nojenta até) da minha pessoa. Aquela parte que voa pela minha mente, que me faz olhar para um fato, e tirar disto o detalhe que ninguém vê, ou não quer ver. Não faço panfletagem, já passei dessa fase. Tentarei postar mais, agora que uma pessoa a quem eu gosto muito começou um HQ-blog (nunca tinha visto até ela ter feito, criativo...), e me motivou a deixar mais algumas impressões. Não se acostumem, não vou agora virar blogueiro profissional, não. Comentários? Sem stress, deixe apenas se gostar. Prefiro que meu texto seja lido, apreciado no intímo, como um desvario secreto da alma que todos nós temos. Eu contar o meu? não, fica nas entrelinhas. Em resumo, leia sem moderação. Aguarde, tentarei ser mais constante aqui.

sexta-feira, junho 30, 2006

time of your life

Apesar de saber disso, eu às vezes me esqueço dessa regra: sou dono da minha vida, e não preciso fazer tudo para agradar a todos. Mais um dia normal, se é que isso existe. Pessoas ao meu redor sendo elas mesmo, e eu achando um pouco de mim em todas. Boas noticias vieram em tempos nebulosos, e preciso delas cada dia mais. Ser um elo forte em uma corrente frágil tem seu peso, e talvez eu não seja esse elo. Sempre quis ser o suporte, não o suportado. E para isso é preciso ouvir e entender todos, e se possivel aconselhar, guiar. Tarefa impossivel com humanos normais, e eu insisto em tentar.
Assim eu fui vivendo mais um dia que não se viverá mais. Fim do dia util, e eu normalmente eu me sentiria destruido, após toda essa luta para manter um equilibrio que não é desejado por ninguém. Mas hoje não, nada de se sentir miserável, nada de pensar sobre como eu fui hoje e como eu serei amanhã. Nada de esperar que algo aconteça, que alguém se lembre de mim. Não foi nada demais, mas valeu como se fosse. Descansar a cabeça, ouvir e falar bobagens com quem não tá ali para ser agradado nem agradar.
Foi tão perfeito, tão certo que nada mais parecia existir. Foi a folga certa, nem eu acredito que valeu tanto.
Lição aprendida (uma daquelas expressões que professores ou pais dizem quando algo deu errado e você não tem mais idade para ir pro castigo): Tempo!!!! Se eu não parar de vez em quando, eu caio morto. E não vou dar esse prazer ao destino, que prepara cada dia mais surpresas para me fazer perceber o óbvio: o mundo não pára se eu parar.

quarta-feira, junho 28, 2006

He's back!!! The suicidal maniac!!!!!

Seguindo a idéia de uma amiga, resolvi voltar, e espero que o faça mais vezes. Não pensem que não aconteceu nada nesse tempo todo. Viagens, avanços no trabalho, retocessos no amor, novo computador, monitor velho...
As coisas acontecem e prioridades são revistas, às vezes para o mal. Tentarei me reformular e seguir contando a realidade pela minha visão, que pode não ser a certa, mas é a unica que eu tenho.
Vejo por exemplo o dia de hoje, em que lembrei que este espaço existia, e nas coisas que aconteceram antes e depois disto.
Antes, sigo no êxtase imposto pela situação, em que um ser que insiste em sair da minha vida ainda flutua sobre a sua condição, como se quisesse me dizer "acabou, você sabe, nunca começou, e eu te dou esses minutos restantes para apreciar a frivolidade da vida." Eu aprecio, tendo vontade de congelar tudo com está agora, mesmo que seja forçado e inutil.
Mas nem tudo se faz ruim, e encontro novos e velhos companheiros nessa guerra mortal e inclemente chamada de dia-a-dia, e encontro forças neles para sair da segurança da minha trincheira e ser alvejado pelos tiros disparados pela metralhadora do que chama cotidiano, esse nem sempre atirando na mesma direção, mas sempre fazendo de mim uma vitima.
Após a iluminação, quando a luz nas sombras me apontou um barranco onde eu pudese me atirar, eu fiquei maquinando a minha escrita, o que diria aos bytes ao chegar em casa ("queridos, cheguei!!!!"), e fui observando os componentes do meu mundo, alguns deles ocupados em satisfazer as exigências do sistema SEGA que os cerca, outros brigando com estes, por duvidarem de seus métodos. Batalhar contra um modo de se fazer as coisas pode ser produtivo, quando se luta pelo que é certo. Caso contrário, este se vira contra você e o resultado depende da forma como se revida o ataque. Eu creio que fazendo o bem, que mal tem?

Agora estou aqui, neste gigantesco (2 quartos) apartamento sozinho, não por querer, mas porque os que estariam aqui também optaram por fugir do clima que insiste em nos trazer de volta à era glacial. Pois então me sentei na frente desse monte de areia transformada em circuitos, com um cobertor nas pernas, para escrever (e lá se escreve com teclas? se digita rapaiz!) um post. Mais um post, masi um dia, mais vida que se espalha pelo mundo.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Hoje só amanhã

Melhor não postar nada do que postar porcaria...

segunda-feira, janeiro 23, 2006

He likes surprises

Seguimos nosso caminho por esse mundo de forma previsivel, estável. Comemos, dormimos, vemos televisão (só passa aquilo que a gente não quer ver, impressionante), trabalhamos, meio a contragosto. Enfim, temos uma rotina e a seguimos religiosamente com bons ateus.
Mas se fosse assim todo o dia, não seriamos humanos, e sim robôs. Precisamos de algo que nos faça sentir que aquilo que pulsa em nosso peito é um coração, mesmo que artificial. Não há vida se há repetição. Nos impomos estes momentos às vezes, gritando bem alto " que merda!!!", sozinhos em um armário escuro, ou pulando de pára-quedas em cima de um lago. Criamos isto para não nos encerrarmos. Mas estes momentos são controlados por nós, nossa vontade.
E em raros e fulgurantes instantes, temos a emoção extrema, aquela que pode nos matar ou nos trazer a tona do naufrágio, e que não foi criada por nós. Fogem de nosso controle emoções que nos são dadas ou impostas, boas ou ruins.
Surpresa? Sim, fiquei surpreso, estarrecido com os seres que me rodeiam, e parecem me conhecer mais do que eu mesmo. Estar com eles é incrivelmente praseroso, uma parada no tempo que Eistein não relativizou. Alguns mais, outros menos, mas todos são um lembrete pessoal direcionado a mim: "Você está vivo. Graças a mim, você existe, pois eu te vejo e te adoro".
Me surpreendo com as pessoas, não com objetos. Algumas me deixam pior do que sou, e ser um demônio já é ruim. Mas outras, ha outras, essas me dizem ao contrário, que até no inferno existem filhos de deus. E estas, com seus atos, trespassam essa carapaça de chumbo quente e enxergam o melhor em mim. Me derrubam, me julgam e me condenam a uma existência de felicidade eterna, e a eternidade acaba ali, onde a rotina nos engole e cospe nossos ossos em um invólucro de tédio e encarceramento em nós mesmos, e nos resta e esperança que mais destes momentos surjam, um após o outro, até o fim, nosso ou deles.

domingo, janeiro 22, 2006

O inferno em festa

Nasci hoje. Muito prazer. A anos atrás uma santa, que está no céu faz tempo, pariu este demônio. É fato consumado que demônios sempre nascem de santas, e este não é um caso diferente.
Pois é, hoje é meu aniversário. Um dia igual a todos os outros, exceto o fato que diz que se passaram mais 365 dias na minha vida. Pessoas ligando pra me parabenizar, e-mails de cartões em flash e scraps chegando na minha caixa postal e orkut, aquilo tudo. O que difere esse de tantos outros aniversários é que estou recebendo congratulações de pessoas que conheci este ano, mas que se tornaram grandes amigas, espero que pra vida toda. Leais companheiros, amigos a quem eu não negaria nada e garanto que não me negariam nada também.
Minha familia não é de comemorar muito as coisas, abraços e congratulações no máximo, portanto não tem festa nem nada. Um almoço com todos juntos, celebrando não só o meu aniversário, mas também a vida, minha e deles.
Portanto almoçemos. Uma ida a um restaurante árabe não industrializado (ou seja, não foi no habib's). Delicias de um povo ancestral, regadas a azeite e risadas. Enquanto eu comia carnes estranhas, algumas cruas, outras quase em chamas, Sherazade me sussurava histórias de amor e guerra. Imaginava se no Iraque eles estavam comendo a mesma coisa que eu. Talvez em outros tempos, outras eras. Mas não pude deixar de constatar: que povo que sabe fazer comida!
Um retorno ao lar um pouco conturbado (não faz isso que estraga o carro!), mas nada que abalasse a paz deste ser das profundezas que digita essas linhas.
E é onde estou agora, ditando a esse teclado um dia da minha vida, mas não qualquer dia, mas o dia em que o inferno está em festa, pois um de seus mais amados demônios comemora mais um ano de vida. Ou menos um ano até o fim dos tempos.